A saúde mental das mulheres que foram vítimas de violências



"A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito." Rubem Alves


Quem acompanhou a nossa última BELive especial Setembro Amarelo, vai se lembrar dessa frase que nos marcou durante o bate-papo. Caso não tenha conseguido acompanhar, está salvo no nosso IGTV instagram.com/belezaescondidaoficial (vai lá assistir depois).

Essa frase nos marcou porque falamos sobre a escuta e o acolhimento. Que pode não parecer ser o centro de uma discussão sobre saúde mental, mas está intimamente ligada a isso.


A mulher que sofreu violências - colocamos no plural porque não nos referimos somente à violência física, mas todas as outras - carrega marcas consigo e traumas que são difíceis de serem esquecidos. É como uma jornada cheia de pedregulhos que precisa ir sendo limpa, passo a passo. Como disse a Psicóloga que trabalha em uma casa protetiva parceira da BE, Claudia Ribeiro, muitas vezes não é possível identificar e dizer que apenas um fato isolado da vida de uma mulher desencadeou alguma doença psicossomática, mas é a junção de diversos episódios de sua vida que a levaram para este lugar, onde se é preciso parar e olhar para a sua saúde mental.


Quando falamos de violência, tendemos a lembrar-nos da violência física, mas esquecemos que a violência psicológica que se é sofrida, seja em qualquer relação, também precisa de completa atenção. Os traumas não tratados, além de desencadearem problemas como, por exemplo, ansiedade e depressão - que são os mais comuns, também nos bloqueiam de enxergar a beleza da vida. Nos condiciona e nos paralisa ao passado onde o fato que nos marcou ocorreu.


Sabemos a importância dos amigos e, principalmente, de uma rede de apoio, mas não podemos rejeitar e colocar em um lugar de menor importância o tratamento médico e psicológico. Somente com a terapia é possível alcançar a superação dos traumas e a precisão de um diagnóstico que irá permitir o tratamento correto. Atualmente existem serviços gratuitos nos municípios onde é possível acessar de maneira mais fácil o profissional (deixarei alguns contatos no final).


Depressão é coisa séria e se temos uma amiga, conhecida ou familiar que tem deixado sinais de que está sofrendo, não hesite em se colocar no lugar de escuta e acolhimento, assim como Rubem Alves nos instruiu lá no começo no texto. Escutar e direcionar a um profissional, demonstrando completo apoio a essa decisão, é a melhor coisa que podemos fazer. Não precisamos carregar o fardo de ter que dar conselhos sobre tudo, precisamos apenas que essa pessoa amada fique bem.


Acompanhamento de equipe multidisciplinar nas casas protetivas


Ao longo dos mais de 20 anos de experiência com acolhimento para mulheres vítimas de violências e seus filhos, pudemos experienciar diversas situações e por isso que o modelo de casas protetivas que a Beleza Escondida apresenta é composta por uma equipe multidisciplinar, capacitada e humanizada, para atuar diretamente dentro das casas.


No novo lar delas é onde precisarão de acolhimento, cuidado, atenção e auxílio na superação de seus traumas. A casa abrigo não é apenas um lugar de proteção, mas gostamos de pensar que é como um "casulo" em que a mulher permanece por um tempo escondida, protegida e curando suas feridas, até que possa se tornar uma linda borboleta e voar. Alcançar sua independência e autonomia. Viver sua vida de maneira saudável e o mais feliz possível, deixando o passado doloroso apenas como um capitulo ruim de sua história.


Por este motivo, também, que o acolhimento não delimita um prazo curto e específico para essa mulher permanecer. Cada uma tem suas lutas, dificuldades e o seu tempo para se tornar uma borboleta livre. Respeitamos a individualidade de cada mulher e o que queremos é que ela saia desse casulo colorida e bonita, pronta para encontrar e enxergar a sua beleza.


As casas protetivas são extremamente importantes no combate ao feminicídio. Precisamos delas em mais municípios do nosso país!



Alguns contatos para você deixar anotado:


Centro de Valorização à Vida (CVV): Ligue 188


mapadoacolhimento.org (uma rede de solidariedade que conecta mulheres que sofrem ou sofreram violência de gênero a psicólogas e advogadas dispostas a ajudá-las de forma voluntária).




Mulheres, vamos cuidar da nossa saúde mental. Só assim conseguiremos superar o que for necessário e nos tornarmos cada vez mais fortes! Você não está sozinha. Estamos juntas, sempre. <3 #IsoladasSimSozinhasNão #SetembroAmarelo #SaudeMental

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